A importância dos probióticos e prebióticos na infância
Publicado em 2 de maio de 2019
Cá para nós: os micróbios, tão onipresentes em nossas vidas, podem ser bastante assustadores. Porém, acredite: a maioria deles também é super importante para a nossa saúde em geral, e até mesmo para a Terra.
Muitas pessoas não sabem disso mas, atualmente, o intestino é considerado um órgão endócrino. Afinal, ele produz substâncias capazes de regular diversas funções metabólicas do corpo, assim como do sistema imunológico também.
Logo, para sustentar uma boa saúde e preservar o bem-estar diariamente, é preciso uma barreira intestinal eficiente, que selecionará, de forma correta, o que pode ou não penetrar em nosso organismo. Para isso, basta ter uma microbiota saudável. Ou seja? Micróbios!
Com eles, nosso intestino se torna mais forte e consegue evitar a maioria das doenças da modernidade que nós conhecemos, como câncer, hipertensão, diabetes etc.
Microbiota?
Isso! Ela nada mais é que uma ampla variedade de vírus, bactérias, fungos e protozoários que vivem em um mesmo ambiente.
Todas as regiões do corpo humano que costumam ter mais contato com o ambiente possuem microbiota. Ou seja: boca, olhos, pele, trato digestivo etc.
A importância dos probióticos e prebióticos na infância
Adicionar probióticos e prebióticos à dieta de uma criança pode oferecer diversos benefícios à saúde dela, desde prevenir diarreias virais até cuidar para que, mais tarde, ela não esteja propícia às doenças que citamos anteriormente.
Além disso, é preciso lembrar que um bebê não nasce imune às bactérias e micróbios do ambiente. Então, é importante submetê-lo a dietas e práticas que fortaleçam sua microbiota. Assim, ao longo do tempo, o seu intestino vai adquirir resistência o suficiente para impedir a proliferação de protozoários, bactérias e fungos nocivos à sua saúde.
Mas… afinal… o que são probióticos e prebióticos?
Prebióticos são alimentos que não são digeridos pelo nosso organismo e ricos em fibras. Por isso, tornam-se alimentos para as bactérias que vivem no intestino, ajudando-as a prosperar e compor nossa microbiota. Quando bem alimentadas, essas bactérias são capazes de reduzir o risco para doenças cardiovasculares e diabetes.
São boas fontes alimentares de prebióticos:
- banana;
- aspargos;
- cebola;
- alho;
- alho-poró;
- leguminosas;
- grãos integrais.
Já os probióticos são microrganismos vivos, tipicamente membros dos gêneros Lactobacillus, Bifidobacterium e Streptococcus. Estes, quando consumidos de forma correta, ajudam a fortalecer a microbiota intestinal, fazendo com que ela funcione em todo o seu potencial.
São boas fontes alimentares de probióticos:
- iogurte;
- kefir;
- kombucha;
- produtos fermentados.
Como introduzir probióticos e prebióticos na alimentação infantil?
Durante a gestação e amamentação, é importante que a mãe cuide bem de sua microbiota para que o bebê fique sempre seguro.
Além disso, existem algumas fórmulas no mercado que contêm probióticos, mas o seu uso deve ser indicado pelo pediatra. Afinal, elas são contra indicadas em casos de lactentes prematuros, com doenças do coração ou imunocomprometidos (com deficiências no sistema imunológico).
Assim que a dieta com diferentes alimentos for introduzida, a mãe pode incrementar as papinhas e refeições dos filhos com alimentos prebióticos e probióticos como alho, beterraba, iogurte e leguminosas.
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Este conteúdo foi originalmente publicado no portal Convite à Saúde.